Sangue vivo (poesia)


Mara Lígia Biancardi

Uma só e simples taça de vinho
Entorna-se toda garganta abaixo
Rega as veias rubras de pedacinho
Em pedacinho, mais goles encaixo.

Seduz-me com sua cor e seu cheiro
Convida-me a emborcá-la, desejo
O prazer de embriagar o meu peito
Inebriar minha alma, ensejo.

Não o bebo pra embebedar meu corpo
Entorno-o pra entorpecer a Mente
Ah, bebida sedutora que encorpo
Livra-me dos pesadelos dementes

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Mara Lígia Biancardi

E-mail: mlbianca@uol.com.br

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