Monique Werneck Platt
Há momentos em que a alma desadormece.
Eu tive um outro dia. Foi quando entrou a menina de cabelos longos e voz de pássaro do Céu. A melodia começou em cachoeira e terminou em chuvarada.
Eu que há muito havia esquecido o gosto pela chuva, lembrei bem forte que a chuva é boa só de olhar. E que, vez por outra, ela surpreende a gente e vem se mostrando assim, completa, bem chovida, a refrescar-nos por dentro.
Dizem que a arte faz isso com a gente. Concordo. Porque aconteceu num recital, na Casa Mario Quintana. Mas a vida, por ela mesma, também faz. Porque a menina era minha filha - a minha menina que canta.
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